A obra  de Rafael Marchetti é marcada pela discussão crítica sobre os significados das interfaces como objetos determinantes de conteúdo e sua interseções com informações geográficas de espaços urbanos e memória. Foi artista residente no Instituto Cypres, dirigido por Louis Bec, e do MediaLabMadrid (2005). Entre outros prêmios, recebeu Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia (2002) e participou de diversas exposições no Brasil e exterior com destaque para Ars Electronica (Linz), File (São Paulo), Novas Geografías (México DF), ZKM (Karlsruhe), Bienal de Arte Contemporânea de Sevilha e Bienal de Havana. Vive e trabalha em São Paulo.

A obra é uma instalação-escultura que responde a certos estímulos ambientais. A estrutura consiste em seis peças suspensas de trêsmetros de altura cada. Cada peça contem um cabo de aço ligado amotores com rotação independentes. Os movimentos são controlados pelas variações do ambiente, respondendo a circulação do público, do ar e da temperatura. A escultura redesenha-se,reage, transformando-se em relação ao repouso, tensões e trânsito ambiental. O conjunto de elementos é programado de tal forma que é imprevisível que o próprio sistema tenha um ‘real’ controle absoluto sobre si mesmo para criar relações com seu entorno. Com isto, as bases do trabalho exploram sentidos do “indeterminismo de estados” não implícitos no próprio sistema formal.

 

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