Jane de Almeida pesquisa cinema e visualização de ultra definição em rede. Organizou a primeira mostra de filmes 4K no Brasil e a primeira transmissão de cinema transcontinental, enviando filme 4K de São Paulo para o Japão e Califórnia no FILE 2009.

Atualmente é coordenadora do GT de Visualização Avançada da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, na área de produção e direção de conteúdo visual, produzindo filmes estereoscópicos e visualizações. É professora da Universidade Mackenzie e da PUC-SP. Foi professora visitante do Departamento de Artes da Universidade da Califórnia, San Diego e do Departamento de Arquitetura e História da Arte da Universidade Harvard. Foi curadora das mostras de filmes e artes Grupo Dziga Vertov, Metacinemas, Ordenação e Vertigem e Alexander Kluge, realizadas no Centro Cultural Banco do Brasil.

Estereoensaios: obra de Jane de Almeida na III Mostra 3M de Arte Digital

Um ensaio audiovisual de alta tecnologia que explora imagens emultra-definição (4K) e retrata o Rio de Janeiro em três dimensões e em altíssima definição. Na projeção estereoscópica do filme (3D), a resolução chega a 20 milhões de pixels por frame na tela, soma das imagens correspondentes aos olhos esquerdo e direito.

Colocando as coisas em escala: o que chamamos de TV de altadefinição (HDTV) tem 2 milhões de pixels e não é estereoscópico. Isso deve dar um boa ideia da diferença entre as imagens a que estamos nos acostumando a ver e as que vem por aí, embaladas natecnologia desse filme, dirigido por Jane de Almeida.

Estereo Ensaios divide-se em cinco segmentos mais um prólogo e um epílogo e tem como foco imagens-padrão do Rio de Janeiro(paisagem, futebol, favela e samba), além de tomadas inusitadasdas estruturas de concreto debaixo da ponte Rio-Niterói e impactante demonstração de guindastes trabalhando na áreaportuária carioca e do porto em si que parecem chocar-se contranossos óculos 3D.

A busca de imagens convencionais retira a ênfase da potência narrativa da imagem para destacar a tecnologia, mas sem recair na apologia banal do equipamento. O projeto aposta na substituição da estética da ansiedade quase demente que comanda a edição dos disaster movies hollywoodianos (notórios clientes dessa tecnologia na atualidade) por um olhar desacelerado,prazeroso, flâneur, que nos reconcilia com a percepção sem pressada paisagem e os lugares.

Tags: , , , , Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *